Mostrando postagens com marcador #aprendizado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #aprendizado. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lição n.10 - A socialização do cão

Spike Ensina que o cão é um animal social, e como tal, necessita interagir com outros cães frequentemente. Um animal que não é socializado, ou seja, que não tem contato com outros cães desde filhote, pode se tornar agressivo, principalmente aqueles de raças com temperamento forte. Quando atinge esse estágio, só um profissional para tentar reverter o quadro e socializá-lo da forma adequada e sem riscos.
A fase de socialização do filhote gira em torno da terceira semana ao nono mês de vida. Isso siginifica que, durante este período, é importante que o cão seja apresentado ao máximo possível de situações que farão parte de sua rotina. Ou seja, envolvimento com pessoas, crianças, outros animais, como gatos e pássaros, barulhos diferentes, como um aspirador de pó ligado. Até mesmo apresentar uma pessoa usando chapéu ou com um guarda-chuva na mão podem gerar situações de medo ou agressividade em um animal que nunca presenciou isso. Se ele for exposto a esta situação quando filhote, ela torna-se habitual.
Por isso é fundamental levar seu animal para passear durante esta fase (e toda a vida) em locais públicos, com situações diversas, como parques e praças. O daycare também é uma alternativa interessante, principalmente quando não se tem muito tempo para passear. Este nada mais é do que uma creche recreativa, na qual o cão passará o dia brincando e interagindo com outros.
Mas não esqueça: só leve seu animal em locais públicos e para interagir com outros cães quando ele for liberado pelo médico veterinário, após completar o protocolo de vacinação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lição n. 9 - Genética das raças de cães


Spike Ensina sobre a genética das raças de cães e sua influência sobre o comportamento de determinados animais.
Genética é a Ciência que estuda como se transmitem os caracteres físicos, bioquímicos e de comportamento de geração para geração. Ao longo dos séculos, o homem, através da domesticação, foi selecionando os cães de acordo com suas necessidades, com base nas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos destes animais. O resultado foi uma grande diversidade de raças (mais de 400 oficializadas pela Federação de Cinofilia Internacional), que variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças.
 
Na foto, eu e o Cronos (Golden Retriever) brincando de pega-pega na piscina.
 
Essas foram categorizadas em grupos, basicamente levando-se em consideração o tipo de função que esses animais exercem, como guarda, tiro e caça, utilidade, luxo e companhia. Como exemplo, podemos citar dentre os principais grupos:

1) Pastores e boiadeiros
                  Ex.: Border Collie, Kuvasz e Pastores (Alemão e de Shetland)

2) Pinschers, Schnauzers e Molossos
                  Ex.: Dobermann, Schnauzer, Boxer, Bulldog Inglês

3) Terriers (caçadores)
                  Ex: Jack Russell Terrier (como EU!), Bull Terrier, Yorkshire Terrier
 
4) Dachshunds

5) Cães primitivos
                  Ex.: Spitz Alemão, Samoieda, Akita e Chow Chow
6) Farejadores                 
                  Ex.: Basset Hound, Beagle e Dálmata

7) Apontadores
                  Ex.: Weimaraner, Pointer e Setters (Inglês e Irlandês)

8) Cães de água e caçadores
                  Ex.: Labrador, Golden e Cockers (Americano e Inglês)

9) Cães de companhia
                  Ex.: Lhasa Apso, Poodle, Maltês, Shih Tzu e Pequinês

10) Cães de velocidade (galgos)
                  Ex.: Whippet e Galgo

Isso explica alguns comportamentos de determinadas raças, como o Retriever do Labrador e o Golden Retriever gostarem muito de água, e quererem nadar quando vêem um lago ou uma piscina à sua frente! Ou, por exemplo, o Bassethound ter a mania de ficar cheirando o chão o tempo todo, porque, afinal de contas, ele é um cão farejador!
Tudo isso mostra como é importante que você conheça mais sobre as raças dos cães, e não acabe escolhendo um cão que tenha comportamentos inerentes à sua genética e que não lhe agradem, porque dificilmente conseguirão ser mudados. Alguns comportamentos podem ser alterados ou aprendidos, mas outros não! E sem dúvida o ambiente também influencia muito no comportamento do animal, não apenas a sua genética. Por exemplo, se um Labrador for exposto a uma situação desagradável, como cair ou ser jogado na piscina quando filhote, pode ser que ele não goste de água quando se tornar adulto, ou até mesmo ficar medroso.

Hummm... Isso me lembra outro tópico importante... a socialização... mas vamos deixar para a próxima! Até mais!
Spike