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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lição n. 9 - Genética das raças de cães


Spike Ensina sobre a genética das raças de cães e sua influência sobre o comportamento de determinados animais.
Genética é a Ciência que estuda como se transmitem os caracteres físicos, bioquímicos e de comportamento de geração para geração. Ao longo dos séculos, o homem, através da domesticação, foi selecionando os cães de acordo com suas necessidades, com base nas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos destes animais. O resultado foi uma grande diversidade de raças (mais de 400 oficializadas pela Federação de Cinofilia Internacional), que variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças.
 
Na foto, eu e o Cronos (Golden Retriever) brincando de pega-pega na piscina.
 
Essas foram categorizadas em grupos, basicamente levando-se em consideração o tipo de função que esses animais exercem, como guarda, tiro e caça, utilidade, luxo e companhia. Como exemplo, podemos citar dentre os principais grupos:

1) Pastores e boiadeiros
                  Ex.: Border Collie, Kuvasz e Pastores (Alemão e de Shetland)

2) Pinschers, Schnauzers e Molossos
                  Ex.: Dobermann, Schnauzer, Boxer, Bulldog Inglês

3) Terriers (caçadores)
                  Ex: Jack Russell Terrier (como EU!), Bull Terrier, Yorkshire Terrier
 
4) Dachshunds

5) Cães primitivos
                  Ex.: Spitz Alemão, Samoieda, Akita e Chow Chow
6) Farejadores                 
                  Ex.: Basset Hound, Beagle e Dálmata

7) Apontadores
                  Ex.: Weimaraner, Pointer e Setters (Inglês e Irlandês)

8) Cães de água e caçadores
                  Ex.: Labrador, Golden e Cockers (Americano e Inglês)

9) Cães de companhia
                  Ex.: Lhasa Apso, Poodle, Maltês, Shih Tzu e Pequinês

10) Cães de velocidade (galgos)
                  Ex.: Whippet e Galgo

Isso explica alguns comportamentos de determinadas raças, como o Retriever do Labrador e o Golden Retriever gostarem muito de água, e quererem nadar quando vêem um lago ou uma piscina à sua frente! Ou, por exemplo, o Bassethound ter a mania de ficar cheirando o chão o tempo todo, porque, afinal de contas, ele é um cão farejador!
Tudo isso mostra como é importante que você conheça mais sobre as raças dos cães, e não acabe escolhendo um cão que tenha comportamentos inerentes à sua genética e que não lhe agradem, porque dificilmente conseguirão ser mudados. Alguns comportamentos podem ser alterados ou aprendidos, mas outros não! E sem dúvida o ambiente também influencia muito no comportamento do animal, não apenas a sua genética. Por exemplo, se um Labrador for exposto a uma situação desagradável, como cair ou ser jogado na piscina quando filhote, pode ser que ele não goste de água quando se tornar adulto, ou até mesmo ficar medroso.

Hummm... Isso me lembra outro tópico importante... a socialização... mas vamos deixar para a próxima! Até mais!
Spike

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lição n.1 - A escolha do pet ideal (parte2)

Que bom! Você decidiu que quer ter um pet!
Spike Ensina que antes de você adquirir este animalzinho, reflita sobre as seguintes questões:
1. Você e sua família estão de acordo a decisão de trazer um novo integrante? Todos estão cientes das responsabilidades e divisão de tarefas para cuidar dele adequadamente?
2. Você tem tempo para ficar com ele diariamente, exercitá-lo, brincar com ele e alimentá-lo nos horários adequados?
3. Você conseguirá suprir todas as necessidades do animal? Isso inclui: espaço, alimentação, higiene, exercício, disciplina, companhia e cuidados veterinários adequados.
4. Você está preparado emocional, física e financeiramente para lidar com situações inesperadas, como uma doença grave com seu animal?
5. Onde você mora, os vizinhos e/ou condomínio permitem o tipo de animal escolhido?
6. Você tem consciência que o animal estará sob sua responsabilidade por toda a vida, independente das circunstâncias e futuro que o esperam?
7. Você sabe o tamanho que o animal atingirá quando em idade adulta e qual sua expectativa de vida?
8. Caso você tenha outros animais na sua casa, como eles reagirão à chegada do novo membro?
9. Caso você tenha crianças, o tipo de pet escolhido é adequado para a idade delas? Haverá supervisão por um adulto durante esta interação?
10. Que características você busca neste animal? Que seja independente ou interativo? Que fique dentro de casa o tempo todo ou que passeie e o acompanhe nos lugares?
11. Você tem com quem deixar o seu animal quando você precisar viajar ou se ausentar de casa por um tempo?
Assim que as respostas a estas perguntas estiverem claras, você terá uma idéia melhor do tipo de pet que combina com a sua rotina e as suas preferências. Ou até mesmo se este é o momento ideal para você tomar esta decisão.
Se você já decidiu qual animal será seu novo companheiro, o passo agora é pesquisar sobre a espécie/raça e conversar com outras pessoas que tenham este tipo de animal e com um médico veterinário. Antes de trazer o novo membro para a sua casa, deixe tudo preparado para recebê-lo com antecedência. Independente do animal ser filhote ou adulto, e você conhecer seu histórico, leve-o para consultar um médico veterinário.
Na próxima lição: Spike Ensina como escolher um cão ou um gato.

P.S.: Nas fotos, meu irmãozinho Luke quando chegou em casa (esq.), e como é hoje, com 2,5 anos (dir.).